MAMOPLASTIA REDUTORA / MASTOPEXIA

Mamoplastia redutora é o nome dado à cirurgia que visa reduzir o tamanho das mamas. Além da diminuição do volume, as mamas serão também reposicionadas e as distorções anatômicas revistas. Mastopexia é o nome dado à cirurgia que visa reposicionar (elevar) as mamas, sem redução ou com o mínimo de redução de volume, que pode ou não ser associada à inclusão de prótese de silicone.

As técnicas utilizadas podem variar de acordo com o tipo de mama, tendo-se sempre em vista a obtenção do melhor resultado estético possível, com as menores cicatrizes e preservação da fisiologia das mamas.

Orientações básicas

Riscos. A mamoplastia redutora/mastopexia é uma cirurgia como qualquer outra e como tal possui os mesmos riscos das intervenções do seu porte, riscos esses que podem ser minimizados através de um bom planejamento cirúrgico. O procedimento deve ser feito em ambiente hospitalar, por um cirurgião plástico devidamente qualificado.

Idade. A mamoplastia redutora/mastopexia pode ser realizada quando as mamas estiverem bem desenvolvidas e estáveis. Isso geralmente ocorre cerca de quatro anos após a menarca (primeira menstruação), ou seja, em média aos 16 anos de idade.

Cicatrizes. As cicatrizes variam de acordo com a técnica utilizada. Na grande maioria dos casos, têm o formato de um “T” invertido, e sua extensão é proporcional ao volume removido. A evolução das cicatrizes passa por várias fases, que incluem a modificação da sua cor, forma e textura, tornando-se definitiva entre o décimo segundo e o décimo oitavo mês após a cirurgia.

Posicionamento das próteses. Caso a opção seja a realização de mastopexia associada à inclusão de prótese, existem dois níveis de inclusão, que seriam subglandular e submuscular. A escolha dependerá do biotipo da paciente, tamanho da prótese, espessura de tecido mamário e presença de contraindicações clínicas responsáveis pela vedação de alguma das opções.

Escolha da prótese. As próteses de melhor qualidade apresentam um gel coesivo, o que representou uma grande melhoria do resultado estético. A multiplicidade de camadas de cobertura da prótese e a sua natureza, texturizada ou de poliuretano, também contribuíram para essa finalidade. As mais utilizadas são as próteses redondas, texturizadas e de perfil alto, mas essa opção pode ser influenciada por variações individuais da conformação física da paciente. A escolha das próteses deve ser feita dentro de um contexto. Contudo, a associação de mastopexia e inclusão de prótese limita o uso de implantes de maiores dimensões. Moldes serão apresentados para melhor orientar a escolha.

Durabilidade dos implantes. A durabilidade dos implantes não pode ser definida com precisão, pois qualquer material pode sofrer modificações estruturais e desgastes naturais ao longo dos anos. Contudo, existe uma recomendação de troca que deve ocorrer por volta dos dez anos de uso. Mesmo antes desse período, qualquer alteração percebida, principalmente o aumento de consistência das mamas, deverá ser comunicado ao cirurgião.

Anestesia. As mamoplastias podem ser realizadas com qualquer tipo de anestesia (geral, regional, local assistida). As anestesias mais utilizadas são a regional e a local com sedação.

Dor. Geralmente o desconforto é de pequena intensidade e bem controlado com analgésicos e anti-inflamatórios.

Tabagismo. Pode influenciar direta e negativamente no resultado da cirurgia. Deve ser evitado por, pelo menos, quinze dias antes e depois da data prevista para a realização da cirurgia, ou reduzido ao mínimo.

Internação. Na grande maioria dos casos, a alta hospitalar acontece no mesmo dia da cirurgia. Providencie um acompanhante por ocasião da alta.

Duração da cirurgia. Aproximadamente de duas a três horas, considerando-se como sendo ato cirúrgico o período da efetiva realização da mamoplastia. Em casos especiais, esse período pode se estender um pouco mais. Não deve ser aqui considerado o período de preparo pré e pós-operatório, nem o período em que o paciente permanecerá na sala de recuperação.

Sutiã, modelador. Você já sairá da sala de cirurgia utilizando um sutiã previamente designado. É recomendado o uso de sutiã especial por seis meses. Se houver uma outra cirurgia associada, a opção poderá ser o uso de um modelador.

Drenagem linfática. Apenas nos casos indicados como, por exemplo, quando houver inclusão de prótese de silicone ou lipoaspiração associada.

Massagem. A massagem nas cicatrizes com óleos ou pomadas, se indicada, deverá ser iniciada dois meses após a cirurgia e mantida por um período variável, conforme a necessidade de cada caso. Alterações nessa cronologia serão avaliadas individualmente.

Amamentação. Na grande maioria dos casos, não há alteração da capacidade de amamentar. Caso você esteja amamentando, aguardar um período mínimo de seis meses após a interrupção da amamentação para realizar a cirurgia.

Gravidez e oscilações de peso. As mamas são compostas de tecido adiposo (gordura) e glandular e, portanto, sofrerão alterações com as oscilações hormonais e de peso. Deve-se procurar manter a forma física e o controle do peso após uma mamoplastia. A recuperação total ou parcial da forma das mamas guarda uma relação direta com a manutenção do peso, com o tipo de pele, com a presença ou não de estrias e com os cuidados durante a gestação e a amamentação. Variações de peso podem desequilibrar a relação continente/conteúdo das mamas e ocasionar alterações anatômicas estéticas importantes e negativas. Caso a intenção seja perder peso, isso deverá ocorrer antes da realização da cirurgia. Por outro lado, o corpo humano certamente sofrerá modificações da forma com o passar do tempo, gestação e mudança de hábitos de vida, podendo também alterar a estrutura das mamas.

Sensibilidade. Raramente se modifica. O efeito mais comum é uma alteração transitória da sensibilidade, que pode perdurar por até dezoito meses.

Consistência. Haverá uma compactação das mamas com um aumento de consistência até um determinado limite, que vai variar de acordo com o predomínio de tecido glandular ou adiposo (gorduroso).

Associações cirúrgicas. As associações cirúrgicas são frequentes.

Resultado. Nos primeiros dias é usual a ocorrência de edema (inchaço) e áreas de equimose (mancha roxa), assim como alterações de sensibilidade. Nunca se deve considerar como definitivo qualquer resultado antes de seis a nove meses do pós-operatório. Mesmo depois de transcorrido esse período, as cicatrizes continuarão evoluindo aproximadamente até o décimo oitavo mês de pós-operatório. Devemos ponderar, entretanto, que todas as cicatrizes são permanentes, e que terão uma evolução variável, conforme características individuais de cada paciente. A obtenção e manutenção do resultado estão estreitamente relacionadas à observância dos cuidados pós-operatórios.

PRÉ-OPERATÓRIO

O uso rotineiro de qualquer tipo de medicação, doenças prévias e tabagismo deve ser informado. Medicamentos que possam interferir com a coagulação sanguínea devem ser suspensos dez dias antes da data programada para a realização da cirurgia. A depilação das axilas, se necessária, será feita pelo menos uma semana antes da data prevista para a realização da cirurgia. Informar a possível coincidência entre a data da cirurgia e menstruação.

Comunique qualquer sinal de resfriado, conjuntivite, herpes ou outras infecções que surgirem na semana anterior à cirurgia.

Antevéspera da cirurgia

Banhar-se com sabão antisséptico, com ênfase especial para as mamas e axilas.

Véspera da cirurgia

Banhar-se com sabão antisséptico.

Jejum de sólidos e líquidos por oito horas antes do horário previsto para a realização da cirurgia.

Evitar refeições de digestão lenta e bebidas alcoólicas.

Dia da cirurgia

Banhar-se com sabão antisséptico.

Apresentar-se no hospital na hora programada.

Levar para o hospital os exames pré-operatórios e, conforme cada intervenção, sutiã ou modelador.

Usar roupas leves, de preferência com abertura frontal. Usar roupas íntimas de algodão.

Não levar para o hospital jóias, relógios ou outros tipos de adereços.

Não use desodorante, hidratante, talco ou produtos similares.

Medicação de uso específico e contínuo, não padronizada no hospital, deverá ser levada pela paciente.

PÓS-OPERATÓRIO

Não se preocupe com as formas intermediárias das diversas etapas do período pós-operatório. Na fase de recuperação é muito importante o controle da dieta, uma vez que a sua atividade física estará restrita. O ganho de peso poderá interferir negativamente no resultado da cirurgia. Pessoas diferentes poderão evoluir de maneira distinta, alcançando o resultado final com maior ou menor rapidez. Esclareça suas dúvidas durante seus retornos.

Movimentação. Movimentar-se no período pós-operatório, evitando excessos. Não se levante abruptamente. A movimentação dos antebraços é livre. Os cotovelos não devem ultrapassar o nível dos ombros por um prazo de um mês. Evite esforços físicos por igual período. O desconforto, em geral, é breve e muito bem tolerado, o que poderá levar o paciente a despender esforços prematuramente. Essa atitude poderá impactar negativamente no resultado a longo prazo.

Alimentação. Procure se alimentar em intervalos regulares, utilizando uma dieta leve nos dois primeiros dias.

Curativo. Os primeiros curativos serão trocados pela equipe cirúrgica a partir do terceiro ou quarto dia de pós-operatório. Até que isso ocorra, o sutiã não deve ser retirado e os curativos não devem ser molhados. Em geral, a fita microporosa com a largura de 25mm deverá ser mantida por cerca de dois meses. Haverá uma orientação específica para cada caso, como o uso de pomadas e fitas de silicone, se necessário.

Retorno. O primeiro retorno será agendado entre o terceiro e o quarto dia após a cirurgia. Retornos sequenciais serão agendados.

Retirada de pontos. Os pontos deverão ser retirados de quatro a dez dias após a cirurgia.

Sutiã, modelador. O uso de sutiã especial deverá ser mantido por seis meses.

Sol. A exposição ao sol deverá ser evitada por três meses após a cirurgia. Após esse período, um filtro solar com fator de proteção30 é recomendado.

Atividade física. As caminhadas estarão liberadas após um mês da intervenção cirúrgica. Exercícios físicos mais intensos (natação, musculação, etc.) poderão ser realizados após três meses.

Condução de veículo. Após um mês de cirurgia.

Retorno ao trabalho. Entre quinze e trinta dias, dependendo do porte da mamoplastia. Contudo, variações individuais podem ocorrer, especialmente em cirurgias associadas.

Posição de dormir. De preferência, decúbito dorsal (deitar-se de costas), sendo permitido o lateral com apoio para o braço após a primeira semana, e de bruços somente após três meses da cirurgia.

Depilação das axilas. Somente vinte a trinta dias após a cirurgia.

Mamografia. Poderá ser realizada após seis meses da cirurgia.

Vida sexual. Moderada, após quinze dias da cirurgia.